Entre Formigas e Cigarras, por que o Brasil não decola?

Atualizado: 8 de Set de 2020

Por: Tarcio Pessoa

Advogado, Administrador, Especialista em Direito Fiscal e Consultor da Caixa Amarela.


Um antigo conto asiático dizia que após um período de intensas chuvas decorrente das monções, um experiente aventureiro se viu impossibilitado de cruzar um grande e violento rio, sabia também que era imperativo continuar sua jornada então pegou o seu machado e de pronto, passou a construir uma canoa que, mais do que levá-lo à margem oposta do traiçoeiro rio, o fez ganhar dias de viagem possibilitando navegar rio abaixo, até o sopé de uma grande montanha, o seu próximo obstáculo na jornada.


Agradecido e tomado de orgulho por ter produzido algo tão perfeito e útil, sentiu uma relação de dívida com a canoa, decidindo levá-la consigo, mesmo sabendo que dali em diante, não haveria utilidade alguma pois o rio já fora vencido e que os próximos passos seriam de uma tortuosa escalada montanha acima.


Assim ele seguiu, montanha acima, puxando aquela pesada canoa, gastando todas as energias com algo que já não era útil no presente, apesar de ter sido crucial no passado. Não poderia haver outro resultado, o homem exausto e com o corpo castigado, precisou tomar uma decisão, deixar para trás a canoa ou morrer durante a escalada.


Um estudo recente da Secretaria